Retina

É uma membrana muito fina e delicada que reveste a su-
perfície interna do globo ocular. Nela existem células
receptoras fotossensíveis que convertem a imagem lumi-
nosa advinda do exterior em impulsos elétricos que,
através do nervo óptico, são enviados para área do cé-
rebro em que se processa a visão. Por ser um tecido
neurossensorial, a retina não se regerena ou se recompõe.

1. RETINOPAT A DIABÉTICA:

 

A diabetes (diabetes mellitus) é uma doença em que a glicose (açúcar) dos alimentos não consegue ser aproveitada pelo corpo humano, acumulando-se na circulação sanguínea.

 

A glicose acumulada leva à lesão de vasos sanguíneos ocasionando várias complicações, como derrames cerebrais, insuficiência renal, infarto do miocárdio, ferimentos dos pés, retinopatia diabética, entre outras.

Nos pacientes diabéticos, pode haver lesão dos vasos sanguíneos da retina ,levando a sangramento (hemorragias) e extravasamento de líquido (edema).

No início da doença, o paciente não percebe o problema, pois a visão não se altera. Se nada for feito, há uma piora gradativa do estado da retina, e consequentemente da visão do paciente, até um ponto em que há um deslocamento da retina, e por fim a cegueira.

 

 

VISÃO NORMAL

MESMA CENA VISTA POR UMA PESSOA COM RETINOPATIA DIABÉTICA

COMO PREVENIR?

1 – Controlar rigorosamente a diabetes;

2 – Consultas periódicas com o oftalmologista, para fazer
o exame de fundo-de-olho, e detectar precocemente a doença.

 

COMO TRATAR?

A retinopatia diabética geralmente é tratada com aplicação
de raios laser, para “cauterizar” os vasos doentes, evitando
 assim hemorragias e edema, limitando a progres-
são da doença. Às vezes são necessários aplicações de
medicamentos intra- oculares para reduzir o edema e os
vasos sanguíneos doentes.

2. DEGENERAÇÃO MACULAR RELACIONADA À IDADE:

A mácula é uma pequena área no centro da retina, que
nos possibilita enxergar os detalhes mais finos no centro
da visão, ler textos e reconhecer faces. Com a idade, al-
guns sinais de envelhecimento podem aparecer na retina,
especialmente na mácula. A Degeneração Macular Rela-
cionada à idade (DMRI) é a principal causa de perda de
visão irreversível entre pessoas a partir de 65 anos de idade.

FATORES DE RISCO PARA SURGIMENTO DE DMRI:

História familiar; Tabagismo; Dieta pobre em vitaminas e
antioxidantes; excesso de sol durante a vida. No início
da DMRI , pode não haver sintomas. Daí a importância do
exame oftalmológico completo, principalmente a partir
dos 55 anos de idade, para identifIcar os primeiros sinais
da doença, que podem ser :distorção de linhas ou um
borramento da visão central. Com a piora, pode surgir
uma mancha escura no meio da visão. Isso pode inviabi-
lizar tarefas, como: leitura, trabalhos manuais detalhados, dirigir e até reconhecer o rosto de pessoas.

 

O diagnóstico é feito por exames específicos, como por
exemplo: retinografia, angiografia fluoresceínica, tomo-
grafia de coerência óptica (OCT) e teste de Amsler.
Quanto mais precoce o diagnóstico da degeneração ma-
cular, melhor será a prevenção da perda visual.

Forma seca ou atrófica: sur-

gem depósitos amarelados e

atro fia da retina. Tem evolu-

ção mais benigna;

Forma exsudativa ou úmi-
da: há proliferação de vasos,
em direção à mácula. Esta é
responsável pela maior per-
da visual nos portadores de
DMRI e exige rápido diag-
nóstico para pronto trata-
mento.

TRATAMENTO:

Uso de suplementos de vitaminas e anti oxidantes especí-
ficos e aplicação de medicamentos dentro do olho para
limitar o avanço da doença (anti angiogenicos).

3. RETINOSE PIGMENTAR

O termo Retinose Pigmentar, ou Retinite Pigmentosa, refe-
re-se a um conjunto de doenças hereditárias que causam
degeneração na retina. A retinose pigmentar afeta primei-
ramente os fotorreceptores (células sensíveis à luz) res-
ponsáveis pela visão periférica e noturna. Devido à doença,
estas células – bastonetes e cones – começam a se dege-
nerar, sofrem atrofia e morrem. A doença se manifesta
geralmente em adultos jovens e adolescentes, mas pode
também ser diagnosticada na infância, como a amaurose
congênita de Leber (forma precoce e grave da doença).

CAUSA:

A retinose pigmentar é causada por defeitos genéticos.
Estima-se que a retinose pigmentar afete uma em cada
quatro mil pessoas. Quando um membro da família apre-
senta a retinose pigmentar, é preciso que todos os fami-
liares sejam avaliados adequadamente e que haja uma
consulta de aconselhamento genético com um médico

geneticista.

4. DESCOLAMENTO DE RETINA ASSOCIADOS A MIOPIA E TRAUMAS OCULARES

escolamento de retina é uma alteração que se caracteriza

pelo desprendimento dessa estrutura da parede interna do

globo ocular. Essa separação interrompe o fornecimento de

nutrientes e promove a degeneração celular.

O descolamento da retina é uma urgência médica. Se não
for tratado convenientemente e depressa, pode evoluir pa-
ra perda total da visão, de modo irreversível. Causas: roturas
da retina , inflamações intra oculares, cicatrizes dentro do
olho que “puxam”a retina, retino patia diabética, entre outras.

 

FATORES DE RISCO:

Fatores de risco: médias e altas miopias, história de traumas
(batidas) oculares, diabetes, histórico de cirurgias oculares.

Visão turva e embaçada, sombra central ou periférica depen-
dendo da região da retina afetada, que progride à medida que o deslocamento evolui, flashes luminosos (fotopsias),
“moscas volantes”, isto é, a sensação de insetos voando di-
ante dos olhos e, nos casos mais graves, perda total da visão.

5. MOSCAS VOLANTES E FOTOPSIAS

A percepção de pequenas manchas ou nuvens movimentan-
do-se dentro do campo de visão constituem as chamadas “moscas volantes” ou Floaters.

 

Geralmente são vistas quando se olha para um fundo claro,
como uma parede branca ou um céu azul. Na realidade, as
moscas volantes são minúsculos grumos de proteínas ou cé-
lulas dentro do corpo vítreo, o fluido gelatinoso, que preen-
che o interior do olho. Estes objetos dão a impressão de estar
diante do olho, mas de fato estão flutuando lá dentro. O que
se vê são as sombras projetadas sobre a retina. As moscas
volantes podem assumir formas diversas, como pequenos
pontos, círculos, linhas, nuvens ou teias de aranha.

O QUE CAUSA AS MOSCAS VOLANTES?

O descolamento do vítreo posterior ocorre com maior fre-
quência nas pessoas míopes, acima de 50 anos pelo “amole-
cimento”(liquefação) do vítreo, e naqueles que sofreram algum tipo de inflamação ocular.

 

TRATAMENTO:

Em geral, as moscas volantes por si não necessitam trata-
mento. Só observação. Mas , como foi dito, deve-se inves-
tigar se não há outra causa e trata-la se necessário.

AS MOSCAS VOLANTES SÃO GRAVES?

A princípio, elas NÃO SÃO GRAVES. E não causam nenhum
transtorno à visão. Mas podem ser o início de outras doenças
oculares potencialmente graves, principalmente doenças da
retina. Por isso , todo paciente que refere moscas volantes
devem ter sua retina examinada através de exames específi-
cos (Mapea mento de retina, retinografia, OCT, angiofluoresceinografia, entre outros).